A vontade que deriva da minha recusa à moralidade, mesmo que de forma racional, é a mesma que me deixa à deriva dessa especulada condição humana? É a condição humana um mero contrato legitimado pelo asco generalizado àquilo que deveria ser natural? Pois se for, a racionalidade não nos difere dos outros seres, mas apenas nos relega o fardo de sermos conscientes da brutalidade dos nossos impulsos a ponto de estabelecermos um código ético pra desinfectar nossas ações. Esqueço que a alma não é atrelada ao movimento corpóreo e assim legitimo apenas e tão somente a hipocrisia como impulso comum e aceitável à minha natureza mundana.









